segunda-feira, 10 de setembro de 2007

COMUNICADO OFICIAL.

Baixista Allyson Ben anuncia sua saida do ministério.

"É pessoal, a bíblia diz em Eclesiastes 3:1-8 que tudo tem o seu tempo debaixo do céu. Meu tempo de sair do korban chegou. Estou saindo de forma pacifica, continuo sendo amigo e fã do grupo mas minha decisão de deixar o ministério se deve única e exclusivamente a uma incompatibilidade de pensamento em relação ao futuro da banda. Por acreditar que um trabalho dessa natureza exige a total dedicação dos integrantes, achamos melhor nos desligarmos totalmente. Faço isso com profundo pesar no coração, pois em nenhum momento imaginei que isso viesse acontecer.
Aguardando as promessas de Deus!"

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

domingo, 26 de agosto de 2007

Artigo: Os Pecados dos Fariseus


As palavras fortes de Jesus "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas" ecoam através de todo Mateus 23 (versículos 13,14,15,23,25,27,29). Os evangelhos estão cheios de controvérsias entre Jesus e os fariseus (Mateus 9:11,34; 12:2,14,24,38; 15:1,12; 16:6-12; Lucas 11:37-44; 12:1 e muitos outros textos). Quem eram estes fariseus e por que Jesus se opunha tanto a eles? Os fariseus eram um grupo religioso que se originou dois séculos antes de Cristo. Eles eram líderes de um movimento para trazer o povo de volta a uma submissão estrita à palavra de Deus e eram considerados geralmente como os servos mais espirituais e devotos de Deus. A oposição vigorosa de Jesus contra eles deixava muitos perplexos. A maioria das pessoas daquele tempo pensava que se alguém fosse fiel ao Senhor, certamente seriam os fariseus. O Senhor decididamente inverteu os valores do mundo (Lucas 16:15). Se Jesus fosse retornar hoje, a quem ele se oporia? Seriam aqueles a quem respeitamos bastante? Ele nos atacaria como criticava os fariseus? Precisamos pesar as razões por que Jesus os repreendia e então olhar cuidadosamente para nossas próprias vidas (Mateus 5:20; 16:6,12).

Seguiam a tradição

Os fariseus seguiam não somente a lei escrita de Deus, mas também as tradições orais que lhes tinham sido passadas. Eles acreditavam que ambas eram a vontade de Deus. Jesus não seguiu as tradições deles; da¡, eles atacaram-no (Mateus 15:1-14; Marcos 7:1-13). Ele respondeu às críticas deles distinguindo claramente entre a lei de Deus e os mandamentos dos homens. Jesus guardou todas as leis de Deus, mas sempre ignorou as regras do homem. Ele lhes mostrou que, guardando a tradição, os fariseus na realidade quebravam a palavra de Deus (Mateus 15:3-6). Muitas igrejas modernas imitam os fariseus. Elas se agarram a suas tradições acima da palavra de Deus. Muitas delas têm credos ou catecismos junto com a Bíblia aos quais eles dão sua fidelidade. Outros colocam os ensinamentos do pastor, pregador ou papa no mesmo nível com as Escrituras. Jesus advertiu: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:9).

A idéia dos fariseus era colocar uma cerca em volta da lei de Deus. Desde que a lei de Deus proibia o trabalho no sábado, por exemplo, eles proibiam as mulheres de olharem num espelho no sábado. O raciocínio deles: se uma mulher olhasse num espelho poderia ver um cabelo branco e ser tentada a arrancá-lo, e arrancar poderia ser trabalho. Eles Estamos procurando impressionar os homens ou servir a Deus humildemente?estavam procurando fazer uma cerca mais restritiva que a palavra de Deus. O motivo deles era louvável; eles queriam estar certos de que ninguém jamais quebrasse a lei de Deus. Eles pensavam que não rompendo-se a cerca, não se chegaria nem perto de quebrar a lei. Havia apenas um problema com a abordagem deles: se Deus quisesse uma cerca em volta de sua lei, ele mesmo teria construído uma. Ele não o fez; portanto, nós também não dever¡amos fazê-lo (Mateus 23:4; Lucas 11:46). As igrejas de hoje também acrescentam regras que vão além dos mandamentos da Bíblia. Regras extremas quanto ao vestuário e regulamentos minuciosos sobre cada pormenor da vida são certamente herdeiros legítimos da herança farisaica.

A solução para tudo isso é bem simples: examine a origem do ensinamento. Se é de Deus (isto é, está na Bíblia), então deve ser seguido. Se não, não deve, porque "toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada" (Mateus 15:13).

Buscavam ser honrados

Jesus condenou os fariseus pelo interesse deles em impressionar os outros (observem Mateus 23:5-12; Marcos 12:38-40; Lucas 16:15; 20:46-47). Eles tinham aperfeiçoado diversas técnicas de chamar atenção, como usar roupas especiais para fazê-los parecer mais religiosos, orar e jejuar de modos muito visíveis (Mateus 6:1-18), e disputar pelas posições mais elevadas tanto na sinagoga como no mercado. Eles insistiam em que os outros lhes dessem títulos especiais de respeito, quando os saudassem, porque queriam ser notados e admirados.

Satanás ainda consegue colocar orgulho humano nos corações de muitos "cristãos". Quantos líderes religiosos de nossos dias imitam estes fariseus em quase todas as minúcias, usando roupagem especial para distingui-los como "clérigos", usando títulos especiais, e adorando com grande pompa e cerimônia? A religião nos nossos dias tem sido reduzida a uma questão de espectadores aplaudindo os atos deslumbrantes daqueles que estão no palco. O holofote têm sido apontado para o pastor eloqüente, cheio de si, de maneira que poderia causar inveja até a um fariseu. Estamos procurando impressionar os homens ou servir a Deus humildemente?

Amavam o dinheiro

Os fariseus eram cobiçosos (Lucas 16:14). Jesus os acusou de roubalheira (Mateus 23:25) e de devorar as casas das viúvas (Marcos 12:40; Lucas 20:47). É difícil saber exatamente como eles "devoravam" as casas das viúvas; talvez persuadindo-as a fazer grandes doações. Certamente, pessoas de má fé no meio religioso hoje em dia têm explorado os pobres e velhos forçando-os a fazerem doações além de suas condições. Alguns até ridicularizam as doações pequenas (chocante, à vista de Lucas 21:1-4; Marcos 12:41-44) e garantem bênçãos financeiras do Senhor em troca de enormes ofertas. Claramente, assim como seus mentores antigos, eles cobrem sua exploração com um verniz de fervor religioso (observe as longas orações de Marcos 12:40; Lucas 20:47). Não é de admirar que Jesus advertisse: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno Os hipócritas religiosos de nossos dias cumprem seus deveres religiosos externos perfeitamente, mas permitem que pecados como orgulho, inveja e ódio floresçam por dentro.duas vezes mais do que vós" (Mateus 23:15).

Viviam hipocritamente

Os fariseus eram falsos, pretendendo ser algo que não eram. Eles limpavam minuciosamente o exterior (a parte que as pessoas podiam ver), mas negligenciavam a justiça interior (Mateus 23:23-33). Eles invertiam o que era racional. Uma vez que o pecado começa no coração, a operação de limpeza tem que começar aí também. Jesus comparou a maneira farisaica com alguém que limpasse cuidadosamente o exterior de uma taça ou prato, mas deixasse comida apodrecendo por dentro sem se importar com isso. Conquanto não se queira beber numa taça que esteja suja por fora, a primeira preocupação é com a limpeza interior. Os hipócritas religiosos de nossos dias cumprem seus deveres religiosos externos perfeitamente, mas permitem que pecados como orgulho, inveja e ódio floresçam por dentro.

Os fariseus demonstravam hipocrisia de um segundo modo. Eles desequilibravam-se, dando o dízimo de cada pequena erva enquanto ignoravam totalmente os princípios mais importantes da vida espiritual. Jesus comparou-os com alguém que se certificasse de ter coado cada mosquito de sua bebida; após, porém, engolisse um camelo inteiro! Ele não estava criticando a insistência farisaica por um dízimo rigoroso, mas dizendo que a ênfase precisava ser posta na fidelidade, no amor e na justiça. Infelizmente, os escrúpulos dos fariseus em atender às minúcias deixavam que eles se sentissem justificados por negligenciar princípios elementares da lei. Do mesmo modo, muitas igrejas de nossos dias ressaltam pontos relativamente menores à custa da negligência completa dos assuntos de maior peso. Quando elas têm maior interesse pelo exato comprimento do cabelo de uma mulher ou pelo uso de gravata pelo homem e interessa-lhes menos a honestidade, a pureza moral e o amor a Deus, estão seguindo perfeitamente no caminho trilhado pelos fariseus.

Eram cegos

Jesus expôs a cegueira de sua geração (Mateus 13:13-15). Apesar de examinarem as Escrituras diligentemente, os fariseus deixavam de ver o que elas estavam indicando (João 5:39-40). Sua pesquisa exaustiva e horas incansáveis de estudo não produziam para eles discernimento da verdadeira mensagem da Bíblia.

O que causava a cegueira deles? Eram preconceituosos, permitindo que seus desejos velassem o que as Escrituras ensinavam. Seu orgulho impedia-os de se humilharem o suficiente para permitirem que o Senhor abrisse seus olhos (João 7:45-52; 9:24-34). Eles deturpavam as palavras que Jesus dizia e negavam seus milagres (Mateus 12:22-24). Eles recorriam a desonestidade absoluta (Mateus 28:11-15). A questão penetrante é: somos cegos também? Ler a Bíblia não nos imuniza. Somente um coração terno e um amor pelo Senhor nos capacitarão a entender as Escrituras que lemos.

Rejeitavam o Propósito de Deus

"Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele" (Lucas 7:29-30). Os fariseus rejeitaram a Deus, recusando-se a serem batizados por João. Hoje, quando as pessoas argumentam contra ou tentam mudar o padrão bíblico do batismo, elas imitam os fariseus e negam o propósito de Deus.

Talvez não nos surpreenderíamos ao saber que os homens ainda agem como fariseus. Os homens não mudam muito. Deus não muda nunca. Ele se opõe aos modernos fariseus da mesma maneira que se opunha aos antigos. "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas..."

Escrito por Gary Fisher

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Vasculhando o site de vídeos “youtube” podemos encontrar várias coisas. Mas é impressionante o número de clipes e pregações.

Trecho da peça Jardim do inimigo... Ótima interpretação, abordando um tema importante.Veja mais: http://www.youtube.com/watch?v=oVtJzovYU-w&mode=related&search=

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Blog Musicalidades by Korban entrevistou Paula Costa do Ministério U.R. de louvor


Ela é umas das vocalistas do ministério U.R. de louvor e aqui nos fala um pouco da sua experiência ministerial e sobre as mudanças na musica gospel.


Musicalidades: Qual a sua opinião em relação à comunidade evangélica da cidade? Ela está
cumprindo seu papel na sociedade que é transmitir o amor de deus?

Paula Costa: Realmente a igreja esta passando por uma revolução muito grande a cada dia, a alguns anos atrás a igreja estava perdendo seu foco pois estava mais preocupada com regras a religiosidade.
Hoje a igreja realmente esta mudando. Os cristãos mais preocupados com as almas que estão perdidas, as pessoas estão mais sensíveis à ação do Espírito Santo.

Musicalidades: Quantos anos esta envolvida no ministério de louvor?

Paula Costa: Estou envolvida nesse meio a cerca de 6 anos, entrei no ministério de louvor em 2001 quando participava do louvor na comunidade evangélica Betuel. Hoje faço parte do Ministério U.R. da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, creio que esse é o chamado de Deus pra minha vida.

Musicalidades: Fale mais sobre suas experiências nos ministérios de louvor.

Paula Costa: Seis anos dá pra contar muitas historias, bom, desde a idade de 10 anos eu sentia um chamado muito forte pra musica, sempre gostei muito de cantar, muitas pessoas falavam que eu tinha uma voz legal, e quando entrei no ministério de louvor eu tinha apenas 15 anos entrei um pouco tímida, com 16 anos fui morar em Natal e lá eu fiz aula de técnica vocal, isso me ajudou bastante a soltar mais a voz, e quando voltei pra Mossoró e pro ministério de louvor, senti o chamado de Deus mais forte em minha vida com relação a ministrar louvor, e a cerca de dois meses conversando com os outros músicos do U.R., notei que tínhamos os mesmos propósitos, eu percebi que Deus queria trabalhar em minha vida. no ministerio U.R. e Fabinho ja havia me convidado antes para estar cantando com eles, entao resolvi entrar no U.R. e Deus tem abençoado muito minha vida e o U.R., graças a Deus, creio que ele tem grandes coisas pra esse grupo.

Musicalidades: Nos últimos anos alguns grupos têm revolucionado a música gospel, você acha que esse foi o propósito de Deus ou é apenas uma tendência do mercado?

Paula Costa: É um propósito de Deus e as pessoas estão o alcançando através dos louvores. Hoje a musica evangélica tem sobressaído muito, as pessoas estão mais aptas a ouvir musica gospel, não importa no que ela acredite, temos visto estilos variados com letras profundas falam mais do amor e da misericórdia de Deus, acredito que Deus quer revolucionar muito nos louvores. Temos grupos maravilhosos tanto em técnica como em unção, exemplo do Trazendo a Arca, Diante do Trono, Hillsong e muitos outros. O músico cristão tem superado o musico secular. O louvor tem levado a palavra de Deus pelos quatros cantos da terra.

Musicalidades: Quais são suas principais influências musicais?

Hillsong Music, Hillsong United, Aline Barros, Trazendo a arca, Nivea Soares, Fernanda Brum, essas são as maiores influencias que eu tenho com relação a louvor e adoração, mas também gosto de muitas bandas no geral, que acabam influenciando bastante meu estilo musical. Também sou apaixonada por pop rock e metal, como P.O.D., Switchfoot, Stauros, Blindside, Skillet, mxpx, Jacob Dram, Across the sky, Stacie Orrico, Dc Talk, Promisses, khorus, nossa se eu for falar de todas as bandas que eu gosto não vai caber em toda a pagina, bom esses são apenas alguns exemplos, dai da pra ter uma noção do que eu gosto basicamente, principalmente que adoro musica internacional.


Deus é um deus de paixão.

Á medida que nos aproximamos dEle, invade-nos uma paixão por algo que também o apaixona, para que assim possamos ser Sua voz e agir conforme Sua vontade no mundo. A paixão pode ter diferentes origens. Ás vezes pode surgir como resposta a um problema ou necessidade existente também pode surgir a partir de um sentimento nutrido por um ideal, uma causa ou um grupo de pessoas. Seja qual for a motivação, o fato é que quando há paixão nos esforçarmos por fazer diferença em relação ao objetivo de nossa paixão. Quando sentimos paixão por algo, não podemos deixar de falar disso, pois está dentro de nosso coração – e a boca fala daquilo que o coração está cheio! Nós nos complicamos muito procurando descobrir qual é a vontade de Deus para nós, quando descobri-la é tão simples quando responder a essa pergunta: O que o apaixona?

Escrito por: Juan Veerecken

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Bom galera estamos produzindo nossa mais recente linha de camisetas com a nova logo do Korban. A impressão e os tecidos são de ótima qualidade.

modelo KW07.2


De inicio estaremos disponibilizando apenas um modelo, mas em breve diversificaremos a coleção 07.2 Vale a pena conferir.
Interessados devem procurar algum representante da Korban.
ou deixem comentários com seus e-mail que logo entraremos em contato.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Artigo: Levitas, Quem São?


Hoje se fala muito de levitas, infelizmente há muitos que não sabem o que é ser um levita, porém mesmo assim se autodenominam como tal. Para entendermos melhor a pessoa do levita vamos estudar sobre a origem deste nome.

LEVI do Hebraico LÊWI ligado a raiz IÃWÂ significa JUNTAR , ou ainda HILLAWEH que significa UNIR. O nome HILLAWEH (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra HALELUIA. Vamos estudar um pouco mais sobre Levi e entenderemos o porquê deste nome.

"Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi." (Gênesis 29:34)

Veja o que lemos: O nome daquele de onde se originou a tribo dos levitas significa unir; vemos agora que essa união referida pelo texto acima se trata da união do esposo com a esposa. Tipologicamente falando, podemos concluir que os levitas têm a responsabilidade de unir a Esposa (Igreja) ao esposo (Deus). A pergunta que surge neste momento a todos os levitas é: Eu estou usando o dom de Deus para unir o que? Sim, porque há muitos que perderam a visão e estão usando seus dons e talentos para seus próprios prazeres em vez de atraírem a presença de Deus para a igreja estão se ofertando como artistas, como showmans; estão querendo atrair toda a atenção dos ouvintes para si. Alguns com suas vidas deformadas estão atraindo maldição em vez de bênçãos, estão disputando com outros levitas, causando divisão entre músicos e cantores; com isto se vê que não entendem nada sobre o ministério levita.

Um equívoco é imaginar que o simples fato de cantar bem, com qualidade e até conseguir emocionar pessoas é o bastante ou que esta seja a missão do levita, porém as responsabilidades do Levita são muito grandes e extremamente sérias.

Responsabilidades com o Tabernáculo

O papel dos levitas como ministros do tabernáculo era de cooperarem na construção do tabernáculo, sob a supervisão do filho de Arão, Itamar. Nas leis preparatórias para a marcha pelo deserto, Levi foi separado por Deus, das outras tribos, e colocado sob a responsabilidade de desmanchar, transportar e erigir o tabernáculo alem de servirem como uma espécie de pára-choque para protegerem as demais tribos israelitas da indignação de Deus, que os ameaçava se despercebidamente entrassem em contato com a tenda sagrada ou com os seus móveis (Números 1: 47-54).

O Levita e a Santificação

A santificação é o elemento chave para que um levita tenha o seu ministério bem sucedido e é também a maior responsabilidade de um servo de Deus.
"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14 RA)

Nenhum Levita pode fazer a obra de Deus sem estar com sua vida em santidade:
"Os levitas se purificaram e lavaram as suas vestes, e Arão os apresentou por oferta movida perante o SENHOR e fez expiação por eles, para purificá-los. Depois disso, chegaram os levitas, para fazerem o seu serviço na tenda da congregação, perante Arão e seus filhos; como o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram." (Números 8:21-22 RA)

Este texto mostra que os levitas tinham que se lavar e purificar suas vestes. Não há como exercer o ministério diante do Senhor sem passar pela experiência da santificação da purificação pela palavra de Deus. Veja mais este texto do novo testamento:
"para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra" (Efésios 5:26 RA)

Ninguém pode envolver-se com Deus sem se deparar com sua santidade perfeita. O impacto da santidade de Deus em nossas vidas deve ser o mesmo que houve na vida de Isaias:
"No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado." (Isaías 6:1-7 RA)

Imagine aqui que visão tremenda teve Isaias quando se viu diante do trono de Deus e se deparou com a declaração dos anjos: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos. A convicção da santidade de Deus foi tão grande no coração de Isaias que ele achou que ia ser fulminado por estar diante de tanta santidade e perfeição.

Isaias era um profeta que estava desanimado, talvez pela morte de Uzias e também pela maldade que se estabelecer na terra por todo um contexto de pecado e fracasso espiritual que o povo estava vivendo. Depois de Judá ter vivido um período áureo de vigor espiritual, o Rei Uzias peca por presunção e isso gera um declínio espiritual em Judá. Isaías, que era então um profeta, não estava vivendo os seus melhores dias. Um dia ele vai ao templo em Jerusalém e ao dobrar os seus joelhos, se depara com uma visão absolutamente tremenda: Deus assentado em um alto e sublime trono! Este foi um momento especial na vida do profeta. Talvez suas decepções com os reis da terra estivessem embaçando sua visão a respeito do reinado divino. A visão de Deus no seu trono assegura então a Isaias que, apesar da aparente vitória da maldade sobre a terra, Deus continuava reinando soberano em seu alto e Sublime trono. Até os alicerces do templo tremeram diante do estrondo do coro angelical. Os Anjos declaravam em sublime devoção: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos.

Veja que os anjos exaltam a santidade do Senhor dos exércitos. Qual a razão de os anjos se utilizarem deste nome de Deus, porque não o chamou de o senhor da paz, do amor, ou qualquer outro nome? Acredito que havia uma lição nesta declaração dos anjos: A Santidade é uma Guerra e somente pelo poder do Senhor dos exércitos é que se pode sair vitorioso nesta guerra, acredito também que Deus queria equipar o profeta como um grande guerreiro de seu exército, o Senhor dos exércitos dá ao profeta Isaias a oportunidade de conhecer a soberania do seu Deus diante de uma citação angelical de sua grandeza como o Grande comandante dos exércitos.

Diante da visão estrondosa Isaias se sente indigno: como poderia ele repetir o coro angelical? Sua consciência pesava sob o sentimento de sua fraqueza e fracasso pessoais. Ele nada mais podia fazer se não confessar sua incapacidade e condição decaída. Na verdade ninguém que se aproxime de Deus pode passar por uma experiência assim sem se deparar com a santidade de Deus e a partir daí buscar uma vida de santidade. Da mesma forma, ninguém pode declarar-se levita se não se sente totalmente comprometido com a santidade de Deus.

Isaias faz uma declaração que pra mim é uma grande lição: “Sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios”. Creio que Isaias estava falando de suas mentiras, talvez muitas vezes tenha dito o que Deus não mandou ele dizer, talvez tenha usado o nome de Deus para falar o que não lhe fora ordenado, ou seja em muitas situações suas profecias poderiam ser uma grande mentira. O pecado de Isaias estava nos seus lábios: "não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem." (Mateus 15:11 RA) É exatamente assim que muitos vivem: todas as vezes que cantam ou dizem algo que não estão vivendo, isto se torna uma mentira ainda que seja uma verdade para outros. Isaias vivia em um ambiente de mentiras de palavras frívolas, um ambiente que denunciava impureza. Todos sabemos que as palavras têm poder. Agora imagine um profeta que tem seus lábios impuros: suas palavras eram impuras e ele estava cercado de gente que não falava a verdade. O ambiente que ele estava vivendo estava carregado porque as palavras que saiam daqueles lábios impuros estavam minando as suas forças. Até que ele ouve a maior verdade de sua vida, dita por lábios angelicais: SANTO,SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos. Esta é uma verdade incontestável, Deus é santo portanto todos os que desejam agrada-lo precisam viver em santidade. Não podemos fugir disto: O relacionamento com Deus cobra de nós uma vida de santificação constante.

Não entendo como alguns ministros querem desenvolver um ministério poderoso, sem vida de oração. Também não entendo como algumas igrejas desejam ser abençoadoras sem a prática da adoração. Vamos mergulhar nestes dois elementos imprescindíveis para a vida vitoriosa da igreja e do ministro.

O Levita e a Oração

Parece bobagem querer conceituar a oração, já que ela é uma experiência tão insondável e ao mesmo tempo tão real de qualquer pessoa que algum dia já a tenha experimentado. Todas as vezes que alguém pretender discorrer sobre o assunto, automaticamente vai se deparar com a expressão de sua experiência própria. Pois acredito que qualquer fórmula ou projeto de oração não pode ser tido como manual inviolável sobre a oração. O Pai Nosso ensinado por Jesus trata-se apenas de uma sugestão de Cristo quanto a um modelo de oração, o qual terá sempre o tamanho e as dimensões experienciais de cada um. O que vou abordar neste é apenas a necessidade e alguns resultados decorrente de uma vida de oração.

Necessitamos de Oração:

  • Para conhecermos o coração de Deus
    Quão grandes mistérios estão ocultos no coração de Deus, quantas coisas tremendas estão reservadas em seu coração a respeito de cada um de nós. Quantas vezes tomamos decisões erradas diante de determinada situação por não conhecermos o coração do pai, por não sabermos qual seria a atitude de Deus diante do fato? A oração nos revela o coração de Deus, nos torna confiáveis para que Deus revele seus mais absolutos segredos. Isto é naturalmente compreendido, basta apenas observarmos os relacionamentos humanos para verificarmos que quanto mais convivemos e conversamos com as pessoas mais nos tornamos confiáveis e mais haverá liberdade para o desvendar do coração. Com Deus também é assim Deus com absoluta certeza deseja compartilhar seus sentimentos e abrir o coração, para aquele que vive em comunhão com Ele, para aqueles que mais tempo passam em sua presença. Há muitos que se gloriam pelo tempo que têm de igreja, alguns dizem: “estou nesta igreja desde a sua fundação”
    Anos de cartão de membro nada é em comparação ao tempo de oração de cada cristão. O importante é quanto tempo de todo o tempo que tenho eu passo na presença de Deus em oração.
  • Para conhecermos o nosso próprio coração
    A vida de oração também nos revela o nosso próprio coração. Quando nos inclinamos diante de Deus, nos deparamos com a sua onisciência e é só assim que temos a coragem de dizer quem realmente somos. O contato com a onisciência de DEUS não nos permite disfarces, se tentarmos esconder coisas diante DELE nos sentimos ridículos pois sabemos que ele nos conhece. Assim somos desvendados por Deus e por nós mesmos.
  • Para não entrarmos em tentação.
    Jesus declarou aos seus discípulos:
  • Para desenvolvermos uma vida poderosa em Deus
  • Para compreendermos determinadas situações da vida que só se discernem espiritualmente
  • Para nos equiparmos para a batalha espiritual
  • Para entrarmos em uma nova dimensão de vida com Deus

Podemos usar o termo Levita para quem não é da tribo de Levi?

Quando dizemos hoje que somos levitas alguém pode perguntar como podemos nos denominar levitas se não somos da Tribo de Levi. Por isso gostaria de alongar este comentário sobre os levitas a fim de que ninguém se perturbe com estas questões.

Havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e se demorava ali. (Juízes 17:7 RA)

O levita de Mica veio de Belém e era da família de Judá. Com o poderia ser ele levita sendo de Judá e não da tribo de Levi. O levita, neste texto pode ser um exemplo da possibilidade de que indivíduos de outras tribos podiam, durante algum período, unir-se a tribo sacerdotal. Há ainda alguma evidência de que o termo levita fosse um título funcional com o sentido de alguém obrigado por voto, alem de servir como designação de uma tribo. Tipologicamente o levita do Velho Testamento nada mais é do que a figura do servo do Novo Testamento, que se consagra e assume a posição de levita para conduzir o tabernáculo do senhor.

Escrito por Pr. Ivaldo Costa

terça-feira, 26 de junho de 2007

Artigo: Origens da música gospel.

Hoje em dia, está muito comum ouvirmos a palavra "Gospel". É um tal de "caderno Gospel", "CD Gospel", "Lanchonete Gospel" e até "brinquedo Gospel"! Todo mundo está usando a linguagem do "Gospel"! Mas o que será isso? De onde surgiu e o que significa?

1. EXPLICANDO A PALAVRA "GOSPEL"

A utilização atual está tão diversificada, que pode criar uma certa dúvida a quem não conhece a origem da palavra. "Gospel" vem da língua inglesa e quer dizer EVANGELHO. Pode também ser traduzida como CREDO e EVANGELIZAR. É a junção de duas outras palavras: GOD (Deus) e SPELL (palavra soletrada), com o sentido de "Palavra de Deus".

A popularização deste termo, fez com que hoje ele estivesse relacionado a qualquer estilo musical, que tenha letras e compositores cristãos. Entretanto, o início da música Gospel foi desenvolvido por negros norte-americanos, a partir do séc. 17.

2. TUDO COMEÇOU NA AMÉRICA DO NORTE

Durante o séc. 16, os norte-americanos tentam colocar os índios para trabalhar na lavoura, como escravos. Não tiveram resultado positivo. Buscando solucionar este problema, no início do séc. 17 os americanos trazem negros da África e estes se adaptam melhor ao trabalho das lavouras, mesmo sob a condição de escravos.

Os negros eram seqüestrados de suas tribos na África, separados de suas famílias e trazidos em condições sub-humanas em navios negreiros, para a América. Os que sobreviviam à viagem, eram vendidos como animais de carga, para os donos das fazendas. Eram obrigados a trabalhar o dia todo, sendo chicoteados a todo o momento, tendo uma ração de água e comida limitada, apenas para que se mantivessem vivos.

Por causa da escravidão, os negros cantavam e dançavam nas poucas horas de descanso (as "DANCE SONGS") ou cantavam uma música mais ritmada, para marcar a velocidade do trabalho que faziam na lavoura (as "WORK SONGS" ou "LABOR"). A princípio, a música era cantada em dialeto africano. Depois com o ensino do inglês, muitas vezes feito por igrejas protestantes, para evangelizarem os negros, passaram a cantar também no idioma dos americanos.

Muitos desses escravos que foram evangelizados se converteram. Mas o fato de serem convertidos a Jesus, não lhes dava o direito de estarem libertos do trabalho escravo. Era estranho e incoerente, pois o Cristianismo era contra a acepção de pessoas (At 10:34; Rm2:11; Ef 6:9; Tg 2:1,9; 1Pe 1:17). A Bíblia era clara em dizer que, diante de Deus não poderia haver "escravo ou livre, mas Cristo deveria ser tudo em todos" (Cl 3:10,11). Continuaram sofrendo, sendo maltratados pelos patrões e vários deles, só viam a possibilidade do fim deste sofrimento, quando morressem e estivessem com Jesus.

Os negros convertidos, compõe e cantam músicas com teor bíblico, mostrando suas esperanças de uma vida melhor no Céu. Expressavam suas angústias e o amargor da escravidão. Estes são os "SPIRITUALS SONGS" ou "Negro Sprituals".

New Orleans torna-se o centro de importação de escravos e berço da música folclórica negra americana de 1600 a 1800. Em 1870, a Universidade Fisk leva os cantores negros do coral Jubilee, a fazer exibições por cidades dos EUA e da Europa. A partir de então, a música Gospel começou a se tornar popular.

3. A MÚSICA USADA EM MOVIMENTOS EVANGELÍSTICOS (séc. 19)

Os brancos também deram sua contribuição, para a música Gospel naquela época. Em 1857, após um dos maiores pânicos econômicos dos EUA, com grandes quebras financeiras, aconteceu um fervor evangelístico, que se denominou O GRANDE DESPERTAMENTO. Conferências em todo o país, realizadas pelo grande evangelista D. L.. MOODY e as composições de I. D. SANKEY, divulgaram e fortaleceram as GOSPEL SONGS.

Algumas características dessas músicas: eram músicas simples, para serem cantadas pelas massas, em Campanhas Evangelísticas; músicas fáceis de aprender, com refrão repetitivo; a linha melódica, apoiada por uma simples progressão harmônica, com o menor número possível de mudanças de acordes; textos leves e claros, sem muita profundidade doutrinária, atendo-se à necessidade de comunicar a Salvação em Cristo. Muitos dos hinos compostos para estes avivamentos, fazem parte dos hinários evangélicos de muitas denominações evangélicas, até hoje.

4. INFLUÊNCIA DA MÚSICA GOSPEL

A musicalidade negra influenciou fortemente toda a música americana, seja ela cristã ou secular. Vários estilos musicais começaram a aparecer nos EUA, a partir do século 19, dando origem ao que hoje conhecemos como "Música Pop" (popular): "Ragtime" (música fortemente sincopada), "Blues" (música triste e lenta), "Country and Western" (música caipira americana), "Rhythm and Blues" (blues mais ritimado), "Soul Music" (música carregada de emoções), "Gospel e Spirituals" (adaptação mais ritimada de hinos tradicionais), "Jazz" (música cheia de improvisações) e outros ritmos.

No séc. 20, com o evento das gravações, do Rádio e posteriormente da TV, houve a multiplicação de ritmos e de intérpretes. A Igreja então, torna-se o berço de grandes astros da música americana. Muitos mantém carreiras paralelas (secular e gospel) e outros optam por uma das linhas. Tornam-se sucessos reconhecidos, a partir de 1940: MAHALIA JACKSON, BESSIE SMITH, ARETHA FRANKLIN, SAM COOKE.

5. AVIVAMENTO ENTRE OS HIPPIES

O início do séc. 20 é marcado por duas Guerras Mundiais e vários outros conflitos, onde jovens são obrigados a ir lutar e morrer por seus países. A segunda metade do século, parece manter o mesmo quadro, quando os EUA envolvem-se na Guerra da Coréia e depois no Vietnã, a partir dos anos 60.

Jovens começam a se levantar, principalmente nos EUA e Europa, protestando contra as Guerras e pregando a não violência, através da "Paz e Amor". Foi o chamado "movimento HIPPIE". Para alcançar estas qualidades, revoltavam-se contra muito dos valores usados até aquele momento, como a Religião, os estilos musicais tradicionais, contra o Capitalismo que visava o lucro e o acúmulo de bens etc. E para fugir das dificuldades momentâneas, pregavam a liberação sexual e a utilização das drogas. O grito dos jovens dessa época foi: "Drogas, Sexo e Rock'n Roll".

Em pouco tempo, alguns deles viram que "a vida continuava vazia", mesmo com as drogas, com o sexo livre e o Rock. Deus foi levantando pastores e outros cristãos, que passaram a se aproximar desses hippies ao invés de criticá-los. Ao serem evangelizados, demonstravam-se interessados, abertos à discussão e quando chegavam à conversão, logo tornavam-se "missionários" saindo a levar outros hippies a Cristo.

Resultado: houve um "Avivamento entre os Hippies", chamado de "O Movimento de Jesus", no início dos anos 70 nos EUA. Foi chamado pelos jornais e revistas da época (como "Life", "Newsweek" e "Look"), de "A revolução de Jesus", onde milhares de hippies convertidos eram batizados.

Os reflexos da conversão destes hippies, começou a acontecer nas igrejas americanas. Algumas denominações históricas, tornaram-se um pouco menos formais nos cultos; surgiram novas igrejas e denominações, com cultos mais descontraídos, bem ao gosto dos hippies convertidos, mas com grandes desejos de alcançar o mundo para Cristo. A música usada nos cultos, passou a ser composta com base nos estilos mais cantados por eles. Tinham um estilo jovem, popular, com letras claras e objetivas ao relatar a necessidade de conversão a Jesus.

Vários grupos americanos do "Movimento de Jesus", vieram ao Brasil para evangelizar nas ruas, praças e praias. Usavam a informalidade e a facilidade de adaptação própria dos "hippies", para falar de Cristo. No meio da rua, valia tudo: teatro, solos, conjuntos musicais, conversa pessoal etc. É claro que isso nos lembra o que o apóstolo Paulo disse: "Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns" (1Co 9:19-23). Muitas das conversões daquela época, foram assimiladas pelas Igrejas em todo o país. A música jovem, no Brasil dos anos 70 e 80, também foi influenciada pelas músicas trazidas por eles.

6. A MÚSICA GOSPEL NO BRASIL

Sandro Baggio, em seu livro "Revolução na Música Gospel" (Ed. Exodus, pág. 69), diz: "Apesar de não ser um resultado direto do "Movimento de Jesus", os primeiros acordes contemporâneos (no estilo jovem) a serem ouvidos no Brasil transportando uma mensagem do Evangelho, surgiram naquela mesma época. Desde a década de 1970, grupos musicais cristãos estão desafiando as regras do tradicionalismo rígido e trazendo estilos e melodias contemporâneas para dentro das igrejas brasileiras. Isso tudo muito antes do termo GOSPEL ter sido adotado pelos evangélicos deste país.

Na verdade, esse termo GOSPEL, pelo qual tem sido denominada a Música Cristã Contemporânea (MCC) brasileira, faz parte de uma estratégia de marketing elaborada no início dos anos 90. O fato de que durante estes anos não havia no Brasil revistas especializadas em MCC, torna as informações sobre os grupos e artistas brasileiros, pouco documentadas e raramente divulgadas. Isso contribui para que muitos dos que hoje estão na onda do gospel, desconheçam totalmente alguns dos precursores dessa revolução musical neste país".

Veja alguns acontecimentos importantes (não há espaço para detalhar mais), na "Música Jovem Cristã" daquela época:

· A música jovem, ensinada nos Acampamentos de Juventude (a partir de 1950): através de ministérios internacionais, voltados para este público, como Mocidade para Cristo, Palavra da Vida e outros nacionais como Jovens da Verdade, Jovens em Cristo.

· Grupos de evangelização em ruas e Igrejas (a partir dos anos 60): usando estratégias ousadas e inovadoras, como musica jovem, teatro, pintura de quadros, bonecos etc: Jovens da Verdade, Jovens em Cristo, Vencedores por Cristo.

· Gravação de músicas jovens (a partir dos anos 70): as igrejas tinham grande resistência às músicas jovens, até que elas foram popularizadas em gravações. Quase não existiam livrarias e pontos de vendas cristãos. A divulgação e a comercialização eram feitas na visita dos grupos musicais às igrejas. Mas como um "sopro do Espírito", elas se espalhavam rapidamente por todo o país. Um dos grandes fenômenos em gravações, foi Vencedores por Cristo, que lançou o 1º disco com composições e ritmos brasileiros, sob o título "De Vento em Popa", marco na história cristã do nosso país.

· Peregrinações Musicais (a partir dos anos 70) : os Grupos musicais jovens, que visavam a evangelização desta faixa etária, saiam utilizando o período de suas férias, para esse fim. Faziam contato com Igrejas de diversos estados, que lhes davam uma base para os trabalhos e cuidavam dos novos convertidos. Principais grupos: Vencedores por Cristo, ELO, LOGOS, MILAD, Rebanhão, Mensagem, Semente, Expresso Luz, Banda Azul, Águas, Comunidade S-8, Cântaro etc.

A partir de 1990, houve uma preocupação maior quanto a profissionalização dos grupos musicais e no envolvimento comercial destes, com as grandes gravadoras. O resultado técnico foi positivo, embora muitos pontos negativos devam ser fruto de avaliação permanente.

Houve uma tentativa de copiar os sucessos da "Indústria Musical Americana" (de música Gospel ou não), que tornou-se uma potência, vendendo milhões de cópias e fazendo das Igrejas "mercados consumidores de material musical". Enriqueceram a muitos músicos e produtores, o que tirou a "espontaneidade e inocência", que existiam no início da música Gospel.

CONCLUSÃO:

Que impressionante perceber que o choro de alguns irmãos, foi levado diante de Deus e transformado em um estilo de Louvor e uma linguagem de Adoração. O Senhor os encheu da sua Graça, mesmo em meio a tanto sofrimento! Foi isso o que aconteceu com os negros americanos! Este mesmo Deus, responde às inquietações de alguns hippies, mostrando-lhes que a vida vazia que levavam, poderia ser preenchida totalmente com a pessoa de Jesus! Depois disto, dá-lhes o sopro de um desejo missionário, que se espalha por todo o mundo!

Este é o nosso Deus! Que estas lembranças possam alegrar o seu coração, enchendo-o do desejo de compartilhar a experiência que você já tem com Cristo, aos jovens da sua geração. O Senhor que reina em sua vida HOJE, é o mesmo da época dos negros americanos e da época dos hippies. Ele quer usar você para testemunhar dEle, onde você está! Disponha-se a ser usado por Deus!

Escrito por
Pr. Sérgio Leoto.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Artigo: Ser músico é ser adorador?

“Os cantores e tocadores de instrumentos entoarão: Todas as minhas fontes estão em ti” (salmos 87:7)

Acredito que nem todos os músicos são adoradores, porém, dentro deste salmo, notamos que ainda hoje, levitas de várias partes da terra, cantam e vivem essa realidade, já que Deus é a sua fonte.

Esses músicos sim, são adoradores, usam o que receberam de Deus (seu dom) para honrá-lo acima de tudo. Compreendem que o mesmo Deus que é a fonte de seu talento, é a fonte de sua provisão e até mesmo de sua prosperidade. Seu foco é o Senhor, e sua posição é de joelhos diante do grande rei. "Nunca um adorador é tão grande quando está de joelhos." Deus nos dá livre arbítrio não só para sermos salvos por meio de Cristo ou não, mas também para escolhermos se só seremos músicos ou músicos adoradores.

A música abre portas diversas, porém, a adoração abre o coração de Deus. Somente a sua presença libera paz, alegria e vida abundante. Um músico que começa a conhecer ao Senhor, nota que seu talento é pequeno demais diante da grandeza de seu Deus.

Enfim, fomos o propósito da morte de Cristo, agora, ele é o motivo de nossa vida. O que os músicos cantarão na verdade eu não sei, mas o que os adoradores, cantores e instrumentistas ministrarão será: Todas as minhas fontes estão em ti.

Deus os abençoe!

Escrito por Vania Franco

Artigo: Músicos em unidade.

"Render-se a Deus não é a melhor maneira de viver, é a única maneira de viver".

Existem muitas pessoas sólidas para o ministério levítico, mostram suas habilidades e desenvolvimento de seus talentos. Porém se esquecem que o segredo DA verdadeira adoração não está no que podemos produzir somente na técnica, mas no que Deus pode produzir em nós, se apresentarmos a ele um coração ensinável.


Ter um coração ensinável e antes de tudo render-se aos pés do Senhor, porque nunca um adorador é tão Grande como quando está de joelhos.

A Importância DA Espiritualidade na Técnica.

De forma nenhuma queremos afirmar que o conhecimento técnico (teórico) do que se faça no seu ministério (louvor, palavra, intercessão e etc...), não seja útil. Muito pelo contrário, é de extrema importância que se tenha conhecimento daquilo que você faz.
Para adquirimos técnica obviamente é necessário que se busque informações em outras fontes sendo que o problema às vezes se esconde nessas fontes. No livro de Jeremias 15:19 diz: "Portanto, assim diz o Senhor: se TU voltares, então te trarei e estarás diante de mim e se apartares o precioso do vil, serás como a minha boca, tornen-se else para it, mas não voltes TU para else".
Quando decidimos nos tornar um homem segundo o coração de Deus ficamos muito sensíveis à voz do Espírito Santo que nos direciona sempre em todas as coisas. Podemos citar o exemplo de Davi que foi lembrado pelos servos de Sau, quando ele ordenou que buscassem um homem que tocasse bem, pois um Espírito mal DA parte de Deus o atormentava, ou seja, Davi foi lembrado porque ele era a referência e principalmente porque Deus era com ele.


Preocupe-se em viver uma vida no altar de Deus para que Ele seja sua inspiração.


"O LUGAR MAIS ALTO PARA SE ESTAR É AOS SEUS PÉS SENHOR".

Escrito por VANIA FRANCO

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Terceira edição do Teen Fest acontece dia 1 de Junho

Promovido pela Sara nossa terra, o Teen Fest consolidou-se provando que artistas da terra podem fazer ótimos shows. Sem estrelas, a idéia central do evento é adoração a Jesus, além de movimentar a juventude local!

Depois da experiência do primeiro e o sucesso de público no segundo, a terceira edição vem a todo gás com as bandas: Equipe UR de música (Mossoró), Código Supremo (Mossoró), Apocalipse 21(Governador Dix-Sept Rosado), Pura Salvação (Mossoró). E a participação do Dj Jota Mix.

A festa começa as 19h00min e será na própria igreja Sara Nossa Terra que fica na rua: Francisco Isodio N°311, Próximo ao Teatro novo.

Vale a pena conferir.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Equipe do blog Musicalidades entrevista Allyson Benigno, baixista do Korban Worship.


Musicalidades - Como foi sua entrada no Korban?

Allyson Benigno - Bom, na verdade eu sou um dos fundadores da banda (risos) e a história é meio louca...
Eu já tocava em outra banda, mas não andava satisfeito com o que tava tocando, nessa época descobri que na assembléia de deus da boa vista estava sem banda. Daí foi fácil juntar os melhores amigos que assim como eu estavam malucos pra tocar.
A primeira apresentação foi ótima, com maestro Adriano nos teclados, Marcondes na bateria, o grande Pepe na guitarra e Douglas cantando. Muito legal. Adoro recordar essa época!

Musicalidades - Mas esta formação continua?

Allyson Benigno - Não, variamos muito de instrumentistas, principalmente na vaga de guitarra. Ultimamente estamos com o Robinho na guitarra, Bruno na batera e Abner no teclado e eles tem feito um ótimo trabalho. Sem esquecer das participações do saxofonista Márcio e percussionista Carlos, duas figuras.

Musicalidades - Quais são as principais influencias da banda?

Acredito que a maioria das bandas de música gospel do Brasil tem como principal influencia o Oficina G3 e o Korban não é diferente. Entretanto vejo que a mistura dos ritmos e as influencias de cada músico contribui para a diferenciação musical do grupo.

Musicalidades - Então, qual a sua principal influencia?

Allyson Benigno - Gosto de selecionar o que vou ouvir, não escuto qualquer coisa. Mas tudo varia de acordo com meu humor, por exemplo: adora punk, hoje não suporto. Hoje ouço os ministérios de louvor e bandas americanas.

Musicalidades - Mudando um pouco de assunto, qual a sua opinião sobre a música gospel em Mossoró?

Allyson Benigno - Faz muito tempo que tenho chamado a atenção dos músicos para a adoração,mesmos antes de estourar todos esse ministérios já fazíamos um trabalho parecido em nossa igreja, a verdade é que os músicos têm se preocupado mais com a técnica e menos com o louvor. Deus está de saco cheio disso e eu também. Vamos mudar galera...

Musicalidades - Quais o projetos para o futuro?

Allyson Benigno - Todo mundo adora sonhar, quem num sonha é porque tem algo errado e o korban assim como eu sonhamos com vários projetos, mas depositados nas mãos de Deus, ele sabe o nosso destino. Sentimos-nos bem adorando a Ele em nossas igrejas.

Musicalidades - Deus sabe todas as coisas...

Allyson Benigno - É Ele sabe tudo!

Musicalidades - Valeu Allyson, obrigado pela entrevista.

Allyson Benigno - Deus nos abençoe.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Artigo: Música X espiritualidade



A grande discussão do momento é se o músico que toca na igreja está preocupado com sua espiritualidade?

Há muito tempo participo da música gospel desta cidade (lê-se amadora, de médio porte e exclusivamente de igreja) e nunca vi tantos músicos espiritualizados como agora.

Seria uma transformação por parte dos ministros de louvor ou Deus está exigindo isto dos seus adoradores? Desde os 17 anos estou acompanhando os louvores com meu velho contrabaixo, reconheço que ainda sou imaturo e fraco musicalmente, porém quando estou com o instrumento apenas uma coisa vem a minha cabeça: eu quero adorar! Não estou preocupado se outras bandas são tecnicamente melhores ou se outros baixistas estão orando e lendo a bíblia...

Pouco me importa se a minha banda é pior ou melhor, se já ganhou prêmios e festivais ou não, se gravou CD. Estou preocupado com o meu louvor, estou preocupado com as almas que posso ganhar e vidas transformar. Não vou criticar se banda “A” ou “B” não está louvando a deus, preocupo-me com a minha adoração. É difícil vencer a barreira da humildade e parar de pensar que quando estou num palco tenho que demonstrar minha habilidade ou virtuosismo. Acredito que seria melhor em meu louvor se pensar que Deus é o nosso auditório.

Escrito por ALLYSON BENIGNO