quarta-feira, 8 de agosto de 2007

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segunda-feira, 30 de julho de 2007

Artigo: Levitas, Quem São?


Hoje se fala muito de levitas, infelizmente há muitos que não sabem o que é ser um levita, porém mesmo assim se autodenominam como tal. Para entendermos melhor a pessoa do levita vamos estudar sobre a origem deste nome.

LEVI do Hebraico LÊWI ligado a raiz IÃWÂ significa JUNTAR , ou ainda HILLAWEH que significa UNIR. O nome HILLAWEH (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra HALELUIA. Vamos estudar um pouco mais sobre Levi e entenderemos o porquê deste nome.

"Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi." (Gênesis 29:34)

Veja o que lemos: O nome daquele de onde se originou a tribo dos levitas significa unir; vemos agora que essa união referida pelo texto acima se trata da união do esposo com a esposa. Tipologicamente falando, podemos concluir que os levitas têm a responsabilidade de unir a Esposa (Igreja) ao esposo (Deus). A pergunta que surge neste momento a todos os levitas é: Eu estou usando o dom de Deus para unir o que? Sim, porque há muitos que perderam a visão e estão usando seus dons e talentos para seus próprios prazeres em vez de atraírem a presença de Deus para a igreja estão se ofertando como artistas, como showmans; estão querendo atrair toda a atenção dos ouvintes para si. Alguns com suas vidas deformadas estão atraindo maldição em vez de bênçãos, estão disputando com outros levitas, causando divisão entre músicos e cantores; com isto se vê que não entendem nada sobre o ministério levita.

Um equívoco é imaginar que o simples fato de cantar bem, com qualidade e até conseguir emocionar pessoas é o bastante ou que esta seja a missão do levita, porém as responsabilidades do Levita são muito grandes e extremamente sérias.

Responsabilidades com o Tabernáculo

O papel dos levitas como ministros do tabernáculo era de cooperarem na construção do tabernáculo, sob a supervisão do filho de Arão, Itamar. Nas leis preparatórias para a marcha pelo deserto, Levi foi separado por Deus, das outras tribos, e colocado sob a responsabilidade de desmanchar, transportar e erigir o tabernáculo alem de servirem como uma espécie de pára-choque para protegerem as demais tribos israelitas da indignação de Deus, que os ameaçava se despercebidamente entrassem em contato com a tenda sagrada ou com os seus móveis (Números 1: 47-54).

O Levita e a Santificação

A santificação é o elemento chave para que um levita tenha o seu ministério bem sucedido e é também a maior responsabilidade de um servo de Deus.
"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14 RA)

Nenhum Levita pode fazer a obra de Deus sem estar com sua vida em santidade:
"Os levitas se purificaram e lavaram as suas vestes, e Arão os apresentou por oferta movida perante o SENHOR e fez expiação por eles, para purificá-los. Depois disso, chegaram os levitas, para fazerem o seu serviço na tenda da congregação, perante Arão e seus filhos; como o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram." (Números 8:21-22 RA)

Este texto mostra que os levitas tinham que se lavar e purificar suas vestes. Não há como exercer o ministério diante do Senhor sem passar pela experiência da santificação da purificação pela palavra de Deus. Veja mais este texto do novo testamento:
"para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra" (Efésios 5:26 RA)

Ninguém pode envolver-se com Deus sem se deparar com sua santidade perfeita. O impacto da santidade de Deus em nossas vidas deve ser o mesmo que houve na vida de Isaias:
"No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado." (Isaías 6:1-7 RA)

Imagine aqui que visão tremenda teve Isaias quando se viu diante do trono de Deus e se deparou com a declaração dos anjos: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos. A convicção da santidade de Deus foi tão grande no coração de Isaias que ele achou que ia ser fulminado por estar diante de tanta santidade e perfeição.

Isaias era um profeta que estava desanimado, talvez pela morte de Uzias e também pela maldade que se estabelecer na terra por todo um contexto de pecado e fracasso espiritual que o povo estava vivendo. Depois de Judá ter vivido um período áureo de vigor espiritual, o Rei Uzias peca por presunção e isso gera um declínio espiritual em Judá. Isaías, que era então um profeta, não estava vivendo os seus melhores dias. Um dia ele vai ao templo em Jerusalém e ao dobrar os seus joelhos, se depara com uma visão absolutamente tremenda: Deus assentado em um alto e sublime trono! Este foi um momento especial na vida do profeta. Talvez suas decepções com os reis da terra estivessem embaçando sua visão a respeito do reinado divino. A visão de Deus no seu trono assegura então a Isaias que, apesar da aparente vitória da maldade sobre a terra, Deus continuava reinando soberano em seu alto e Sublime trono. Até os alicerces do templo tremeram diante do estrondo do coro angelical. Os Anjos declaravam em sublime devoção: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos.

Veja que os anjos exaltam a santidade do Senhor dos exércitos. Qual a razão de os anjos se utilizarem deste nome de Deus, porque não o chamou de o senhor da paz, do amor, ou qualquer outro nome? Acredito que havia uma lição nesta declaração dos anjos: A Santidade é uma Guerra e somente pelo poder do Senhor dos exércitos é que se pode sair vitorioso nesta guerra, acredito também que Deus queria equipar o profeta como um grande guerreiro de seu exército, o Senhor dos exércitos dá ao profeta Isaias a oportunidade de conhecer a soberania do seu Deus diante de uma citação angelical de sua grandeza como o Grande comandante dos exércitos.

Diante da visão estrondosa Isaias se sente indigno: como poderia ele repetir o coro angelical? Sua consciência pesava sob o sentimento de sua fraqueza e fracasso pessoais. Ele nada mais podia fazer se não confessar sua incapacidade e condição decaída. Na verdade ninguém que se aproxime de Deus pode passar por uma experiência assim sem se deparar com a santidade de Deus e a partir daí buscar uma vida de santidade. Da mesma forma, ninguém pode declarar-se levita se não se sente totalmente comprometido com a santidade de Deus.

Isaias faz uma declaração que pra mim é uma grande lição: “Sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios”. Creio que Isaias estava falando de suas mentiras, talvez muitas vezes tenha dito o que Deus não mandou ele dizer, talvez tenha usado o nome de Deus para falar o que não lhe fora ordenado, ou seja em muitas situações suas profecias poderiam ser uma grande mentira. O pecado de Isaias estava nos seus lábios: "não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem." (Mateus 15:11 RA) É exatamente assim que muitos vivem: todas as vezes que cantam ou dizem algo que não estão vivendo, isto se torna uma mentira ainda que seja uma verdade para outros. Isaias vivia em um ambiente de mentiras de palavras frívolas, um ambiente que denunciava impureza. Todos sabemos que as palavras têm poder. Agora imagine um profeta que tem seus lábios impuros: suas palavras eram impuras e ele estava cercado de gente que não falava a verdade. O ambiente que ele estava vivendo estava carregado porque as palavras que saiam daqueles lábios impuros estavam minando as suas forças. Até que ele ouve a maior verdade de sua vida, dita por lábios angelicais: SANTO,SANTO, SANTO é o Senhor dos exércitos. Esta é uma verdade incontestável, Deus é santo portanto todos os que desejam agrada-lo precisam viver em santidade. Não podemos fugir disto: O relacionamento com Deus cobra de nós uma vida de santificação constante.

Não entendo como alguns ministros querem desenvolver um ministério poderoso, sem vida de oração. Também não entendo como algumas igrejas desejam ser abençoadoras sem a prática da adoração. Vamos mergulhar nestes dois elementos imprescindíveis para a vida vitoriosa da igreja e do ministro.

O Levita e a Oração

Parece bobagem querer conceituar a oração, já que ela é uma experiência tão insondável e ao mesmo tempo tão real de qualquer pessoa que algum dia já a tenha experimentado. Todas as vezes que alguém pretender discorrer sobre o assunto, automaticamente vai se deparar com a expressão de sua experiência própria. Pois acredito que qualquer fórmula ou projeto de oração não pode ser tido como manual inviolável sobre a oração. O Pai Nosso ensinado por Jesus trata-se apenas de uma sugestão de Cristo quanto a um modelo de oração, o qual terá sempre o tamanho e as dimensões experienciais de cada um. O que vou abordar neste é apenas a necessidade e alguns resultados decorrente de uma vida de oração.

Necessitamos de Oração:

  • Para conhecermos o coração de Deus
    Quão grandes mistérios estão ocultos no coração de Deus, quantas coisas tremendas estão reservadas em seu coração a respeito de cada um de nós. Quantas vezes tomamos decisões erradas diante de determinada situação por não conhecermos o coração do pai, por não sabermos qual seria a atitude de Deus diante do fato? A oração nos revela o coração de Deus, nos torna confiáveis para que Deus revele seus mais absolutos segredos. Isto é naturalmente compreendido, basta apenas observarmos os relacionamentos humanos para verificarmos que quanto mais convivemos e conversamos com as pessoas mais nos tornamos confiáveis e mais haverá liberdade para o desvendar do coração. Com Deus também é assim Deus com absoluta certeza deseja compartilhar seus sentimentos e abrir o coração, para aquele que vive em comunhão com Ele, para aqueles que mais tempo passam em sua presença. Há muitos que se gloriam pelo tempo que têm de igreja, alguns dizem: “estou nesta igreja desde a sua fundação”
    Anos de cartão de membro nada é em comparação ao tempo de oração de cada cristão. O importante é quanto tempo de todo o tempo que tenho eu passo na presença de Deus em oração.
  • Para conhecermos o nosso próprio coração
    A vida de oração também nos revela o nosso próprio coração. Quando nos inclinamos diante de Deus, nos deparamos com a sua onisciência e é só assim que temos a coragem de dizer quem realmente somos. O contato com a onisciência de DEUS não nos permite disfarces, se tentarmos esconder coisas diante DELE nos sentimos ridículos pois sabemos que ele nos conhece. Assim somos desvendados por Deus e por nós mesmos.
  • Para não entrarmos em tentação.
    Jesus declarou aos seus discípulos:
  • Para desenvolvermos uma vida poderosa em Deus
  • Para compreendermos determinadas situações da vida que só se discernem espiritualmente
  • Para nos equiparmos para a batalha espiritual
  • Para entrarmos em uma nova dimensão de vida com Deus

Podemos usar o termo Levita para quem não é da tribo de Levi?

Quando dizemos hoje que somos levitas alguém pode perguntar como podemos nos denominar levitas se não somos da Tribo de Levi. Por isso gostaria de alongar este comentário sobre os levitas a fim de que ninguém se perturbe com estas questões.

Havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e se demorava ali. (Juízes 17:7 RA)

O levita de Mica veio de Belém e era da família de Judá. Com o poderia ser ele levita sendo de Judá e não da tribo de Levi. O levita, neste texto pode ser um exemplo da possibilidade de que indivíduos de outras tribos podiam, durante algum período, unir-se a tribo sacerdotal. Há ainda alguma evidência de que o termo levita fosse um título funcional com o sentido de alguém obrigado por voto, alem de servir como designação de uma tribo. Tipologicamente o levita do Velho Testamento nada mais é do que a figura do servo do Novo Testamento, que se consagra e assume a posição de levita para conduzir o tabernáculo do senhor.

Escrito por Pr. Ivaldo Costa

terça-feira, 26 de junho de 2007

Artigo: Origens da música gospel.

Hoje em dia, está muito comum ouvirmos a palavra "Gospel". É um tal de "caderno Gospel", "CD Gospel", "Lanchonete Gospel" e até "brinquedo Gospel"! Todo mundo está usando a linguagem do "Gospel"! Mas o que será isso? De onde surgiu e o que significa?

1. EXPLICANDO A PALAVRA "GOSPEL"

A utilização atual está tão diversificada, que pode criar uma certa dúvida a quem não conhece a origem da palavra. "Gospel" vem da língua inglesa e quer dizer EVANGELHO. Pode também ser traduzida como CREDO e EVANGELIZAR. É a junção de duas outras palavras: GOD (Deus) e SPELL (palavra soletrada), com o sentido de "Palavra de Deus".

A popularização deste termo, fez com que hoje ele estivesse relacionado a qualquer estilo musical, que tenha letras e compositores cristãos. Entretanto, o início da música Gospel foi desenvolvido por negros norte-americanos, a partir do séc. 17.

2. TUDO COMEÇOU NA AMÉRICA DO NORTE

Durante o séc. 16, os norte-americanos tentam colocar os índios para trabalhar na lavoura, como escravos. Não tiveram resultado positivo. Buscando solucionar este problema, no início do séc. 17 os americanos trazem negros da África e estes se adaptam melhor ao trabalho das lavouras, mesmo sob a condição de escravos.

Os negros eram seqüestrados de suas tribos na África, separados de suas famílias e trazidos em condições sub-humanas em navios negreiros, para a América. Os que sobreviviam à viagem, eram vendidos como animais de carga, para os donos das fazendas. Eram obrigados a trabalhar o dia todo, sendo chicoteados a todo o momento, tendo uma ração de água e comida limitada, apenas para que se mantivessem vivos.

Por causa da escravidão, os negros cantavam e dançavam nas poucas horas de descanso (as "DANCE SONGS") ou cantavam uma música mais ritmada, para marcar a velocidade do trabalho que faziam na lavoura (as "WORK SONGS" ou "LABOR"). A princípio, a música era cantada em dialeto africano. Depois com o ensino do inglês, muitas vezes feito por igrejas protestantes, para evangelizarem os negros, passaram a cantar também no idioma dos americanos.

Muitos desses escravos que foram evangelizados se converteram. Mas o fato de serem convertidos a Jesus, não lhes dava o direito de estarem libertos do trabalho escravo. Era estranho e incoerente, pois o Cristianismo era contra a acepção de pessoas (At 10:34; Rm2:11; Ef 6:9; Tg 2:1,9; 1Pe 1:17). A Bíblia era clara em dizer que, diante de Deus não poderia haver "escravo ou livre, mas Cristo deveria ser tudo em todos" (Cl 3:10,11). Continuaram sofrendo, sendo maltratados pelos patrões e vários deles, só viam a possibilidade do fim deste sofrimento, quando morressem e estivessem com Jesus.

Os negros convertidos, compõe e cantam músicas com teor bíblico, mostrando suas esperanças de uma vida melhor no Céu. Expressavam suas angústias e o amargor da escravidão. Estes são os "SPIRITUALS SONGS" ou "Negro Sprituals".

New Orleans torna-se o centro de importação de escravos e berço da música folclórica negra americana de 1600 a 1800. Em 1870, a Universidade Fisk leva os cantores negros do coral Jubilee, a fazer exibições por cidades dos EUA e da Europa. A partir de então, a música Gospel começou a se tornar popular.

3. A MÚSICA USADA EM MOVIMENTOS EVANGELÍSTICOS (séc. 19)

Os brancos também deram sua contribuição, para a música Gospel naquela época. Em 1857, após um dos maiores pânicos econômicos dos EUA, com grandes quebras financeiras, aconteceu um fervor evangelístico, que se denominou O GRANDE DESPERTAMENTO. Conferências em todo o país, realizadas pelo grande evangelista D. L.. MOODY e as composições de I. D. SANKEY, divulgaram e fortaleceram as GOSPEL SONGS.

Algumas características dessas músicas: eram músicas simples, para serem cantadas pelas massas, em Campanhas Evangelísticas; músicas fáceis de aprender, com refrão repetitivo; a linha melódica, apoiada por uma simples progressão harmônica, com o menor número possível de mudanças de acordes; textos leves e claros, sem muita profundidade doutrinária, atendo-se à necessidade de comunicar a Salvação em Cristo. Muitos dos hinos compostos para estes avivamentos, fazem parte dos hinários evangélicos de muitas denominações evangélicas, até hoje.

4. INFLUÊNCIA DA MÚSICA GOSPEL

A musicalidade negra influenciou fortemente toda a música americana, seja ela cristã ou secular. Vários estilos musicais começaram a aparecer nos EUA, a partir do século 19, dando origem ao que hoje conhecemos como "Música Pop" (popular): "Ragtime" (música fortemente sincopada), "Blues" (música triste e lenta), "Country and Western" (música caipira americana), "Rhythm and Blues" (blues mais ritimado), "Soul Music" (música carregada de emoções), "Gospel e Spirituals" (adaptação mais ritimada de hinos tradicionais), "Jazz" (música cheia de improvisações) e outros ritmos.

No séc. 20, com o evento das gravações, do Rádio e posteriormente da TV, houve a multiplicação de ritmos e de intérpretes. A Igreja então, torna-se o berço de grandes astros da música americana. Muitos mantém carreiras paralelas (secular e gospel) e outros optam por uma das linhas. Tornam-se sucessos reconhecidos, a partir de 1940: MAHALIA JACKSON, BESSIE SMITH, ARETHA FRANKLIN, SAM COOKE.

5. AVIVAMENTO ENTRE OS HIPPIES

O início do séc. 20 é marcado por duas Guerras Mundiais e vários outros conflitos, onde jovens são obrigados a ir lutar e morrer por seus países. A segunda metade do século, parece manter o mesmo quadro, quando os EUA envolvem-se na Guerra da Coréia e depois no Vietnã, a partir dos anos 60.

Jovens começam a se levantar, principalmente nos EUA e Europa, protestando contra as Guerras e pregando a não violência, através da "Paz e Amor". Foi o chamado "movimento HIPPIE". Para alcançar estas qualidades, revoltavam-se contra muito dos valores usados até aquele momento, como a Religião, os estilos musicais tradicionais, contra o Capitalismo que visava o lucro e o acúmulo de bens etc. E para fugir das dificuldades momentâneas, pregavam a liberação sexual e a utilização das drogas. O grito dos jovens dessa época foi: "Drogas, Sexo e Rock'n Roll".

Em pouco tempo, alguns deles viram que "a vida continuava vazia", mesmo com as drogas, com o sexo livre e o Rock. Deus foi levantando pastores e outros cristãos, que passaram a se aproximar desses hippies ao invés de criticá-los. Ao serem evangelizados, demonstravam-se interessados, abertos à discussão e quando chegavam à conversão, logo tornavam-se "missionários" saindo a levar outros hippies a Cristo.

Resultado: houve um "Avivamento entre os Hippies", chamado de "O Movimento de Jesus", no início dos anos 70 nos EUA. Foi chamado pelos jornais e revistas da época (como "Life", "Newsweek" e "Look"), de "A revolução de Jesus", onde milhares de hippies convertidos eram batizados.

Os reflexos da conversão destes hippies, começou a acontecer nas igrejas americanas. Algumas denominações históricas, tornaram-se um pouco menos formais nos cultos; surgiram novas igrejas e denominações, com cultos mais descontraídos, bem ao gosto dos hippies convertidos, mas com grandes desejos de alcançar o mundo para Cristo. A música usada nos cultos, passou a ser composta com base nos estilos mais cantados por eles. Tinham um estilo jovem, popular, com letras claras e objetivas ao relatar a necessidade de conversão a Jesus.

Vários grupos americanos do "Movimento de Jesus", vieram ao Brasil para evangelizar nas ruas, praças e praias. Usavam a informalidade e a facilidade de adaptação própria dos "hippies", para falar de Cristo. No meio da rua, valia tudo: teatro, solos, conjuntos musicais, conversa pessoal etc. É claro que isso nos lembra o que o apóstolo Paulo disse: "Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns" (1Co 9:19-23). Muitas das conversões daquela época, foram assimiladas pelas Igrejas em todo o país. A música jovem, no Brasil dos anos 70 e 80, também foi influenciada pelas músicas trazidas por eles.

6. A MÚSICA GOSPEL NO BRASIL

Sandro Baggio, em seu livro "Revolução na Música Gospel" (Ed. Exodus, pág. 69), diz: "Apesar de não ser um resultado direto do "Movimento de Jesus", os primeiros acordes contemporâneos (no estilo jovem) a serem ouvidos no Brasil transportando uma mensagem do Evangelho, surgiram naquela mesma época. Desde a década de 1970, grupos musicais cristãos estão desafiando as regras do tradicionalismo rígido e trazendo estilos e melodias contemporâneas para dentro das igrejas brasileiras. Isso tudo muito antes do termo GOSPEL ter sido adotado pelos evangélicos deste país.

Na verdade, esse termo GOSPEL, pelo qual tem sido denominada a Música Cristã Contemporânea (MCC) brasileira, faz parte de uma estratégia de marketing elaborada no início dos anos 90. O fato de que durante estes anos não havia no Brasil revistas especializadas em MCC, torna as informações sobre os grupos e artistas brasileiros, pouco documentadas e raramente divulgadas. Isso contribui para que muitos dos que hoje estão na onda do gospel, desconheçam totalmente alguns dos precursores dessa revolução musical neste país".

Veja alguns acontecimentos importantes (não há espaço para detalhar mais), na "Música Jovem Cristã" daquela época:

· A música jovem, ensinada nos Acampamentos de Juventude (a partir de 1950): através de ministérios internacionais, voltados para este público, como Mocidade para Cristo, Palavra da Vida e outros nacionais como Jovens da Verdade, Jovens em Cristo.

· Grupos de evangelização em ruas e Igrejas (a partir dos anos 60): usando estratégias ousadas e inovadoras, como musica jovem, teatro, pintura de quadros, bonecos etc: Jovens da Verdade, Jovens em Cristo, Vencedores por Cristo.

· Gravação de músicas jovens (a partir dos anos 70): as igrejas tinham grande resistência às músicas jovens, até que elas foram popularizadas em gravações. Quase não existiam livrarias e pontos de vendas cristãos. A divulgação e a comercialização eram feitas na visita dos grupos musicais às igrejas. Mas como um "sopro do Espírito", elas se espalhavam rapidamente por todo o país. Um dos grandes fenômenos em gravações, foi Vencedores por Cristo, que lançou o 1º disco com composições e ritmos brasileiros, sob o título "De Vento em Popa", marco na história cristã do nosso país.

· Peregrinações Musicais (a partir dos anos 70) : os Grupos musicais jovens, que visavam a evangelização desta faixa etária, saiam utilizando o período de suas férias, para esse fim. Faziam contato com Igrejas de diversos estados, que lhes davam uma base para os trabalhos e cuidavam dos novos convertidos. Principais grupos: Vencedores por Cristo, ELO, LOGOS, MILAD, Rebanhão, Mensagem, Semente, Expresso Luz, Banda Azul, Águas, Comunidade S-8, Cântaro etc.

A partir de 1990, houve uma preocupação maior quanto a profissionalização dos grupos musicais e no envolvimento comercial destes, com as grandes gravadoras. O resultado técnico foi positivo, embora muitos pontos negativos devam ser fruto de avaliação permanente.

Houve uma tentativa de copiar os sucessos da "Indústria Musical Americana" (de música Gospel ou não), que tornou-se uma potência, vendendo milhões de cópias e fazendo das Igrejas "mercados consumidores de material musical". Enriqueceram a muitos músicos e produtores, o que tirou a "espontaneidade e inocência", que existiam no início da música Gospel.

CONCLUSÃO:

Que impressionante perceber que o choro de alguns irmãos, foi levado diante de Deus e transformado em um estilo de Louvor e uma linguagem de Adoração. O Senhor os encheu da sua Graça, mesmo em meio a tanto sofrimento! Foi isso o que aconteceu com os negros americanos! Este mesmo Deus, responde às inquietações de alguns hippies, mostrando-lhes que a vida vazia que levavam, poderia ser preenchida totalmente com a pessoa de Jesus! Depois disto, dá-lhes o sopro de um desejo missionário, que se espalha por todo o mundo!

Este é o nosso Deus! Que estas lembranças possam alegrar o seu coração, enchendo-o do desejo de compartilhar a experiência que você já tem com Cristo, aos jovens da sua geração. O Senhor que reina em sua vida HOJE, é o mesmo da época dos negros americanos e da época dos hippies. Ele quer usar você para testemunhar dEle, onde você está! Disponha-se a ser usado por Deus!

Escrito por
Pr. Sérgio Leoto.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Artigo: Ser músico é ser adorador?

“Os cantores e tocadores de instrumentos entoarão: Todas as minhas fontes estão em ti” (salmos 87:7)

Acredito que nem todos os músicos são adoradores, porém, dentro deste salmo, notamos que ainda hoje, levitas de várias partes da terra, cantam e vivem essa realidade, já que Deus é a sua fonte.

Esses músicos sim, são adoradores, usam o que receberam de Deus (seu dom) para honrá-lo acima de tudo. Compreendem que o mesmo Deus que é a fonte de seu talento, é a fonte de sua provisão e até mesmo de sua prosperidade. Seu foco é o Senhor, e sua posição é de joelhos diante do grande rei. "Nunca um adorador é tão grande quando está de joelhos." Deus nos dá livre arbítrio não só para sermos salvos por meio de Cristo ou não, mas também para escolhermos se só seremos músicos ou músicos adoradores.

A música abre portas diversas, porém, a adoração abre o coração de Deus. Somente a sua presença libera paz, alegria e vida abundante. Um músico que começa a conhecer ao Senhor, nota que seu talento é pequeno demais diante da grandeza de seu Deus.

Enfim, fomos o propósito da morte de Cristo, agora, ele é o motivo de nossa vida. O que os músicos cantarão na verdade eu não sei, mas o que os adoradores, cantores e instrumentistas ministrarão será: Todas as minhas fontes estão em ti.

Deus os abençoe!

Escrito por Vania Franco

Artigo: Músicos em unidade.

"Render-se a Deus não é a melhor maneira de viver, é a única maneira de viver".

Existem muitas pessoas sólidas para o ministério levítico, mostram suas habilidades e desenvolvimento de seus talentos. Porém se esquecem que o segredo DA verdadeira adoração não está no que podemos produzir somente na técnica, mas no que Deus pode produzir em nós, se apresentarmos a ele um coração ensinável.


Ter um coração ensinável e antes de tudo render-se aos pés do Senhor, porque nunca um adorador é tão Grande como quando está de joelhos.

A Importância DA Espiritualidade na Técnica.

De forma nenhuma queremos afirmar que o conhecimento técnico (teórico) do que se faça no seu ministério (louvor, palavra, intercessão e etc...), não seja útil. Muito pelo contrário, é de extrema importância que se tenha conhecimento daquilo que você faz.
Para adquirimos técnica obviamente é necessário que se busque informações em outras fontes sendo que o problema às vezes se esconde nessas fontes. No livro de Jeremias 15:19 diz: "Portanto, assim diz o Senhor: se TU voltares, então te trarei e estarás diante de mim e se apartares o precioso do vil, serás como a minha boca, tornen-se else para it, mas não voltes TU para else".
Quando decidimos nos tornar um homem segundo o coração de Deus ficamos muito sensíveis à voz do Espírito Santo que nos direciona sempre em todas as coisas. Podemos citar o exemplo de Davi que foi lembrado pelos servos de Sau, quando ele ordenou que buscassem um homem que tocasse bem, pois um Espírito mal DA parte de Deus o atormentava, ou seja, Davi foi lembrado porque ele era a referência e principalmente porque Deus era com ele.


Preocupe-se em viver uma vida no altar de Deus para que Ele seja sua inspiração.


"O LUGAR MAIS ALTO PARA SE ESTAR É AOS SEUS PÉS SENHOR".

Escrito por VANIA FRANCO